02/08/2008

Rindo à toa

A piada mais velha do mundo é de 1900 a.C. Ela surgiu entre os sumérios, que viveram no que é hoje o sul do Iraque. É mais um menos assim: "algo que nunca aconteceu desde o começo dos tempos: uma mulher nunca soltou um pum no colo do marido".

A segunda mais velha foi feita para um faraó, o rei Snofru: "como entreter um faraó entediado? Coloque um navio cheio de mulheres vestidas somente com redes de pesca e diga ao faraó que pegue um peixe".

Já a piada britânica mais antiga foi registrada no século 10, o que significa que eles não são tão bem-humorados em relação ao resto do mundo. Vamos ver: “O que é que fica pendurado nas coxas de um homem e quer entrar em um buraco no qual já entrou antes? Resposta: uma chave".

O mundo era dos ingênuos...

hahaha

31/07/2008

Meu nome é Havanir – A médica dermatologista

Imperdível. É só isso que consigo dizer depois de uma crise de risos que tive ao entrar no site oficial da deputada Havanir. A abertura do site é fenomenal. As 1000 qualificações de Havanir também. Olha, tá triste? Quer rir um pouco? Acesse essa maravilha de site.

www.havanir.com.br

30/07/2008

"Não sabemos quem são os heróis e quem são os bandidos"


Por Rafael Almeida

A dicotomia existente entre o bem e o mal, que presenciamos nestes ditos filmes de “heróis”, vai se tornando cada vez menos clara e mais perturbadora à medida em que filmes como Batman – O Cavaleiro das Trevas nos mostra o quão interligados o bem e o mal se encontram. Eles se fundem em um preceito único: o humano, que não é nem bom nem mal, é simplesmente humano.

É um filme imperdível? Sim.

E os motivos que nos levam à conclusão acima vão se tornando cada vez mais evidentes. Esse filme que, diga-se de passagem já se tornou um marco, no mostra a batalha entre o cavaleiro das trevas, o eterno homem-morcego, o protetor da cidade fictícia de Gothan City, com o insano, psicótico e não menos eterno Coringa.

O roteiro do longa é simples, mas, ao mesmo tempo, se torna complexo pela forma empregada pelo incrível Christopher Nolan, diretor do anterior Batman Begins e Amnésia.

Em síntese, podemos dizer que Gothan ficou infestada de criminosos sem escrúpulos, membros da máfia, cujo único interesse único é o dinheiro. Contra eles estão a prefeitura, a polícia e a promotoria de Gothan, que por meio de seu incrível defensor, Harvey Dent, luta incessantemente na luta para remover a escória que permeia a cidade. Contra a máfia está o morcego mascarado. Contra eles também está o Coringa.

E vale dizer que nem o fã mais ardoroso de Batman poderia imaginar o que poderia surgir com a entrega do papel do palhaço e suas facas para o ator Heath Leadger, que já havia mostrado seu talento em filmes como A última ceia e O segredo de brokeback mountain.
Heath simplesmente eternizou sua atuação, e se eternizou com sua morte precoce no começo do ano. A atuação genial que pode lhe valer o Oscar se valeu de seu esforço visceral para fazer desse Coringa o mais misterioso, sanguinário, psicótico, habilidoso, apavorante e o mais engraçado já interpretado.
“Why so serious?” pergunta o Coringa a um dos membros da máfia antes de nele abrir um sorriso que selou sua vida. “Let’s put a smile on your face” é o que ele faz a cada vez que aparece com seu jeito sádico, com um passado mórbido que reluz em seu presente contínuo e cujo objetivo é apenas o de “fazer” as coisas, e não de buscar nada. Ele é o meio para a finalidade que ele próprio desconhece.


E que todos nós desconhecemos.

Neste mundo insano, no qual as semelhanças com Gothan se tornam inevitáveis, não sabemos mais qual é nossa finalidade na vida. Não sabemos mais quem são heróis ou quem são os bandidos, ou quem são os bons e quem são os maus. Na verdade, tanto Batman como o Coringa chegam à conclusão de que ambos são produtos da sociedade, de sua necessidade, um produto destes tempos que nos fazem ser diversas pessoas ao mesmo tempo, sem que sobre tempo para a criação de uma personalidade imutável.

No fim, talvez seja válido dizer que as pessoas de hoje em dia podem ser tanto batman’s, coringas e duas-caras (em referência ao outro vilão do filme), pois elas são aquilo que precisam ser, assim como nossos heróis.
A bem saber, poderíamos até mesmo dizer que este nosso Coringa, o personagem do ano, se assemelha com outro sujeito que entendemos menos ainda: Osama Bin Laden.
Se ele realmente for uma realidade, e não um produto americano de forma a se disseminar seus objetivos nacionalistas e imperialistas, podemos dizer que tanto o Coringa como Osama agem pelo impulso que têm de causar, pura e simplesmente, o caos.

Seguindo esse raciocínio, quem seria Batman nos dias de hoje? Quem seria o dono de um império que tenta fazer a justiça com as próprias mãos? Que invade sem explicações?
Será que o herói que Nolan criou é justamente aquele ser que muitos de nós abominamos (leia-se Bush)?

E pra finalizar, se falamos em Osama, onde o seu quase homônimo Obama entraria nessa? Talvez em Harvey? O Harvey Duas-Caras? Sim, talvez.

29/07/2008

Curtas

É isso aí!

Toda vez que entro num banco, sou barrada na porta giratória. A minha reação é sempre de irritação. Mas a atriz Solange Couto foi muito mais prática do que eu. Depois de tentar quatro vezes e não conseguir entrar na agência por causa do bloqueio da porta, o segurança sugeriu que ela tirasse a roupa. Pronto, ela tirou a bermuda, ficou de calcinha e foi denunciar o tal do segurança logo depois do burburinho. Precisam inventar algum sensor menos constrangedor que a porta giratória e o detector de metais.

Qual é o limite?

A TV Globo está espalhando em todos os jornais um anúncio que simula uma matéria jornalística sobre quem matou um tal de Marcelo na novela das nove. Onde está o limite entre o real e a ficção? Escolhem um nome fictício de jornal, criam manchete, colocam foto e fazem uma réplica fiel de uma publicação oficial. Apesar de ser mentira, será que uma ação de marketing assim não ultrapassa os limites da ética e do que é apenas propaganda? Tem muito publicitário que quer tornar a ficção em algo real. O que é um grande perigo.

Critica aqui, leva lá

Kassab manda e-mail pedindo aos amiguinhos que fiquem ligados na pesquisa do Datafolha. Pronto, Marta fica feliz da vida com a “cagada” de Kassab. (Até porque tudo isso não pegou bem para o candidato nessa altura do campeonato). Aí Marta critica Kassab. Aí Maluf critica Marta por ter criticado Kassab. Mas justo o Maluf criticando? Ele tem moral para tudo isso? Enfim, c
´est la politique du Brésil.

28/07/2008

O novo Google vem aí

O Google pode deixar de ser o maior buscador do mundo. Ex-funcionários da empresa americana lançaram um novo site de buscas na internet, o Cuil, para concorrer com o gigante Google. A grande vantagem do Cuil em relação ao Google é a forma de ordenar informações da internet. Em vez de analisar apenas o número e a qualidade dos links relacionados a um site, o Cuil tenta compreender mais as informações na página e os termos similares usados pelas pessoas para a procura. Outra diferença está na apresentação visual do site. O Cuil exibe as páginas encontradas em várias colunas, além de não guardar na memória as buscas anteriores.

O novo site tem mais de 120 bilhões de páginas na internet para consultas de informações, o que representa um número maior do que o usado pelo Google. Claro que esses dados são dos próprios fundadores do Cuil, então temos que ter o pé atrás. Porém a questão é: o Google está, de certa forma, ameaçado.

Eu entrei e gostei. Vale a pena acessar.
www.cuil.com

25/07/2008

Dinheiro na mão é vendaval...

A Mega Sena vai sortear amanhã o quarto maior prêmio da história. São R$ 52 milhões em jogo.

Se eu ganhasse, eu viajaria muito, investiria uma boa parte, compraria uma casinha lá no nordeste, montaria o meu próprio veículo de comunicação, construiria um orfanato de cachorros, participaria de mil cursos, compraria muitos e muitos livros, me matricularia em uma faculdade de cinema, contrataria a Joss Stone para cantar no meu casamento junto com a Ivete, trocaria o meu carrinho, levaria meu irmão para a Disney, passaria uns tempos fora do Brasil, renovava o meu guarda roupa, sairia de São Paulo, ... uau! quanta coisa!

A única coisa que não faria, é claro, seria contar para todo mundo que levei essa bolada!

E você? O que faria?

24/07/2008

Ups!

E quem disse que nem mesmo um dos 110 mil seguranças do Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaros) não sente sono?

23/07/2008

No topo

Carla Bruni, a polêmica primeira-dama francesa, está no topo das paradas com seu álbum mais recente, Comme si de rien n'était. Em sua primeira semana de vendas, a ex-modelo desbancou o disco mais recente da banda britânica Coldplay, Viva la vida.

O álbum vai fazer muito sucesso. O motivo? É o primeiro CD lançado pela popstar desde seu romance com o presidente Nicolas Sarkozy, com quem se casou em fevereiro.

Carla canta bem. Tem uma voz rouca e, cá entre nós, ouvir música em francês é um presente aos nossos ouvidos. Desde que ouvi Quelqu'un M'a Dit, gostei do timbre de voz. Outras músicas bacanas são L´amour e Le plus beau du quartier. Quando associei a voz à pessoa levei um susto. Mas não podia mais criticá-la, até porque como cantora, a primeira-dama manda bem.

21/07/2008

A florzinha do SBT

A era Sílvio Santos no comando do SBT está chegando ao fim. Sua filha, Daniela Beyruti, vai assumir o comando do canal. Daniela concedeu uma entrevista para o site Glamurama (Joyce Pascowitch) e falou de tudo. Li o material e separei um trecho que achei tão bonitinho:

Amo saber que a gente faz televisão para o Terceiro Mundo. A gente tem um canal de comunicação muito forte com o povo. Eu gostaria muito, do fundo do coração, de usar a televisão para alcançar coisas sociais que talvez a gente não consiga por meio do governo ou de outros segmentos. Dentro de uma novela, dentro de uma série, dentro de um programa podemos transmitir coisas básicas para o povo, que são fundamentais. Sou humanista

Com a atual programação e proposta do SBT acho difícil que a emissora conquiste “coisas sociais”. Fora que este discurso humanista fica totalmente sem sentido quando ligamos a TV e vemos programas que emburrecem o público. Claro que o SBT é destinado às classes C e D, mas isso não significa que a qualidade da programação deve despencar. Right? A bonitinha acha cool liderar o SBT. Mal sabe ela que existe uma função social na TV tão, mas tão importante que comentários "do fundo do coração" são fraquinhos demais para um assunto tão sério.

19/07/2008

"Os trechos não se contradizem, eles se explicam"

As grandes “marcas” da comunicação

Por Thomas Humpert


Foi publicado há duas semanas um texto sobre a Veja, a revista mais vendida do país. Aliás, há pouco mais de um mês publicou-se outra nota sobre essa mesma revista. Falar da Veja é sempre polêmico, mas uma coisa é certa: todos a lêem. A prova disso? As duas reportagens deste blog. Paira, porém, a dúvida. Se a revista é mesmo o monstro que falam que é, por qual razão seus próprios detratores a lêem? Simples, é a melhor que temos. Veja não é nenhum exemplo de jornalismo. Não é nenhuma The Economist, nenhum Financial Times, mas tampouco se propõe a isso. É, sim, uma revista semanal. Seus repórteres não são rebuscados nem se utilizam de um linguajar parnasiano para impressionar, mas cumprem seu papel. Comparada a suas concorrentes, seu papel da Veja é de destaque.
Parece difícil entender a razão pela qual a revista é tão difamada. Noções básicas de psicologia nos mostram o porquê: ela é a maior. Ninguém se preocupa com o que a Istoé publica, ou mesmo a Carta Capital, seu tamanho não impressiona. Tomamos o exemplo da TV Globo, uma emissora igualmente poderosa e difamada. Igualmente odiada e unânime. Que jogue a primeira pedra quem assista ao Jornal da Record ao invés do Jornal Nacional.
Tudo isso é natural. A psicologia mais uma vez nos explica: temos pavor do poder e de tudo que é poderoso, inclusivo grupos midiáticos e empresariais. E é por isso que atacamos os maiores: é auto-defesa, ou auto-piedade, por nossa fraqueza frente a eles.

Estatística no Ensino Médio

O que mais impressiona, porém, é a fragilidade dos argumentos que são utilizados pelos detratores da revista. A crítica metonímica a uma revista pela figura de um jornalista é risível. Mais: a crítica a um jornalista pela figura de uma reportagem é insustentável, ainda mais quando recortada em fragmentos, como foi feito no comentário do dia 4 de julho. O recurso utilizado é extremamente poderoso para deturpar argumentações e comentários.
Só para explicar a reportagem que parece não ter sido compreendida pelo autor do comentário: o fato de o autor odiar estatística não quebra o argumento de que ache imprescindível que a matéria seja ministrada na escola. Adolescentes não gostam de nenhuma matéria. O que importa é o aprendizado, não o prazer de aprender. Se fosse pelo prazer, que ministrassem sociologia, que é muito mais interessante. Os trechos não se contradizem de forma alguma, se explicam. O jornalista tem legitimidade para dissertar e opinar sobre o que acha certo ou errado o que, torna legítima a existência da revista.
A prova de tudo disso se encontra numa reportagem de um grande leitor de Veja, assim como todos nós – o site esquerdista vermelho.org. A matéria (
http://www.vermelho.org.br/emergencia/maio/1805_clarin.asp) foi baseada na reportagem da Veja (http://veja.abril.com.br/210508/p_082.shtml).

Um paralelo Brasil X Argentina

Por fim, volto-me para a ilustração do comentário que imediatamente me remeta ao cartaz acima. “Veja Mente” = “Clarin Miente”. Este panfleto é distribuído e colado por toda Buenos Aires para incentivar os leitores do jornal argentino de maior circulação nacional a não o comprarem mais. Lembram-se do comentário sobre as grandes corporações? Essa manifestação, porém, tem um cunho muito mais político que a nossa. A crítica está centrada nas idéias econômicas do jornal. O periódico é um dos únicos do país a assumir que a inflação três vezes maior que a publicada oficialmente pelo governo.
Uma pequena pesquisa mostra, entretanto, que o grupo de revoltados é liderado por Máximo Kirchner, filho mais velho do casal presidencial. Nestor e Cristina consideram o jornal uma ofensa e, portanto, o atacam por meio das ações de seu filho.
Já as críticas à revista Veja não vem da família do presidente, mas tem argumentos tão frágeis quanto a crítica ao periódico argentino. Me pergunto se os mensaleiros, se os responsáveis pelo dossiê anti-tucano e por outros escândalos consideram suas matérias inócuas. Pelo contrário. Suas reportagens são as únicas (junto com as da Globo) que têm alguma repercussão.
A julgar somente pela quantidade de escândalos políticos que a revista deflagrou deveria ser argumento para elevá-la ao posto de patrimônio nacional. Somente pela quantidade de leitores, Veja deveria ser alçada ao posto de patrimônio cultural. Por fim, a revista deveria ser obrigatória para qualquer pessoa inteligente ou minimamente interessante.