
19/05/2009
12/05/2009
Eu "me lixo". E você?
Depois do deputado Sérgio Moraes, relator do caso Edmar Moreira (aquele do castelo de R$ 25 milhões), dizer que está "se lixando" para a opinião pública, fica um recado azedo para nós. Temos que acordar e nos mexer! A nossa memória política é zero: não fiscalizamos, não nos empenhamos, não temos a política como um assunto importante em nossas vidas. Claro que não se pode comparar os tempos atuais com os da ditadura. Lá, todos TINHAM vontade de sair nas ruas – num movimento político coeso e forte. Hoje não estamos sufocados, temos nossa liberdade. Mas será que ver a farra das passagens no Congresso, a reeleição de irresponsáveis e um deputado picareta zombando de nós, povo, e de nós, jornalistas, não é suficiente para que organizemos algo maior?
A mulher bonita no mundo
Ser bonita deve ser uma bela vantagem nos dias de hoje. Não que antes a beleza não tinha valor. Mas não há como negar que numa sociedade guiada por Bündchens e Mosses, ter uma carinha fotogênica ajuda para chuchu. Por onde a bela passa, deixa o ar de sua graça. Vinícius de Morais tinha razão: beleza é fundamental e ponto. Vamos à parte boa do negócio "ser princesinha". Na vida afetiva, ser bonita facilita e aumenta a gama de potenciais companheiros (bem bonitos, na maioria das vezes). Na profissional, faz você se manter num emprego bacana e, quem sabe, ser um dos destaques na área. “Você sabe a fulana? Aquela bonitona...”. Viu só? Sempre acompanhada de amigos-homens (lembre-se: mulheres são invejosas), a bonita tem seu lugar no mundo.Mas o perigo é se deixar guiar apenas pela beleza. É claro que a ciclana não tem culpa de ter nascido bonita. Aliás, é um grande presente da vida. A complexa combinação genética dos pais deu certo. É aí que entra o fator sorte, que jamais pode ser desprezado nas nossas vidas. Agora, vamos inverter a situação. E se a mulher bonita for burra? Mal-educada? Vazia? E, ao mesmo tempo, ter um companheiro legal, um emprego legal e amigos legais. Do que vale a beleza se as relações cultivadas dependem quase que exclusivamente da “embalagem”? Não vamos radicalizar, mas o risco é dos grandes. Por isso, pense bem antes de invejar uma mulher m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a. Dá trabalho.
Observação: É evidente que posso ser mais uma invejosa...
Texto: Bruna Rodrigues
06/05/2009
Abusos e mais abusos da imprensa
Aposto que você, nos últimos dias, está sendo bombardeado por notícias do filho da cantora Claudia Leitte. Me pergunto: o que será que ele tem para chamar tanto a atenção da mídia? 27/04/2009
A "Peste" (do México)
Na literatura:
Publicado em 1947, o romance A Peste, de Albert Camus, traz uma reflexão sobre a vida (e, consequentemente, a morte). A história é basicamente esta: na cidade de Oran, na Argélia, a vida é monótona e as pessoas vivem simplesmente da repetição do cotidiano. Até que, como o próprio título do livro diz, a peste bubônica* se instala na cidade. Ratos por todos os lados, muitas mortes, pânico geral. A dor, o medo e a solidão gerados pela doença podem resgatar sentimentos até então anestesiados pelo dia-a-dia, como solidariedade, amor e compaixão. Mesmo assim, as ações preventivas parecem não frear a doença. Um mundo antes marcado pela racionalidade e ordem se transforma no caos completo.
* Peste negra, ou bubônica, assolou a Europa durante o século XIV e dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas.
Na realidade:

O mundo está em alerta. No México, mais de 110 pessoas já morreram por causa da gripe suína. Casos suspeitos passam de 2 mil. Nos EUA e Europa a tensão aumenta. Até mesmo no Brasil um homem está em observação por apresentar os principais sintomas da doença. "Estamos vendo que o vírus está se expandindo geograficamente", disse Gregory Hartl, porta-voz da Organização Mundial da Saúde.
21/04/2009
Toda tragédia é bela - Prêmios Pulitzer 2009
Mulher tenta limpar casa inundada após tempestade tropical Hannah, que atingiu Gonaives, no Haiti, em setembro de 2008. A imagem é do fotógrafo Patrick Farrell, do Miami Herald.Veja outros vencedores: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1092154-7084,00-VEJA+IMAGENS+DE+VENCEDORES+DOS+PREMIOS+PULITZER.html
O sonho acabou
Testado e aprovado
Tem livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações. É bem legal. E está tudo dividido por continente. É bem legal!
Acesse: www.wdl.org
13/04/2009
Você viu?
“Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem. Muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas. Tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”
Glória Coelho, estilista, sobre cotas raciais nos desfiles de SP.
12/04/2009
Um herói diferente
Resenha: O Filho Eterno, de Cristovão TezzaTer um filho Down não passava pela cabeça do escritor Cristovão Tezza. Aliás, a Síndrome de Down passa longe de todos nós. Quase sempre. Quando vemos uma criança na rua ou um parente de um amigo distante trissômico nos deparamos com o assunto (e ainda com certa distância). Hoje, o termo Síndrome de Down é suficientemente conhecido. Há 20 anos, quando o filho do escritor nasceu, ouvia-se apenas a expressão mongolismo. Como lidar com uma notícia dessas? Aceitar Felipe e sua não-normalidade foi o principal desafio de um pai que se viu completamente desamparado com a notícia: “... Algumas características... sinais importantes... vamos descrever. Observem os olhos, que têm a prega nos cantos, e a pálpebra oblíqua”. Cristovão sabia do que se tratava. Era uma criança Down. Por ironia do destino, tinha corrigido uma dissertação de mestrado de um amigo na área de genética meses antes.
O texto é direto. Não foi fácil Tezza ver o filho como um filho – deixando de lado toda pressão social. A dor era tamanha que era mais fácil usar da ironia para lidar com a situação. Mas o leitor vai descobrindo um pai apaixonado ao longo do livro. Além, é claro, de se apaixonar por Felipe.
Não é à toa que o livro ganhou vários prêmios no ano passado: Jabuti, APCA e Portugal Telecom.

